experimental beauty devotional noise technoshamanism experimental beauty devotional noise technoshamanism experimental beauty devotional noise technoshamanism experimental beauty devotional noise technoshamanism experimental beauty devotional noise technoshamanism experimental beauty devotional noise technoshamanism experimental beauty devotional noise technoshamanism experimental beauty devotional noise technoshamanism experimental beauty devotional noise technoshamanism experimental beauty devotional noise technoshamanism experimental beauty devotional noise technoshamanism experimental beauty devotional noise technoshamanism experimental beauty devotional noise technoshamanism experimental beauty devotional noise technoshamanism experimental beauty devotional noise technoshamanism experimental beauty devotional noise technoshamanism experimental beauty devotional noise technoshamanism experimental beauty devotional noise technoshamanism experimental beauty devotional noise technoshamanism experimental beauty devotional noise technoshamanism experimental beauty devotional noise technoshamanism experimental beauty devotional noise technoshamanism experimental beauty devotional noise technoshamanism experimental beauty devotional noise technoshamanism experimental beauty devotional noise technoshamanism experimental beauty devotional noise technoshamanism experimental beauty devotional noise technoshamanism experimental beauty devotional noise technoshamanism experimental beauty devotional noise technoshamanism experimental beauty devotional noise technoshamanism experimental beauty devotional noise technoshamanism experimental beauty devotional noise technoshamanism experimental beauty devotional noise technoshamanism experimental beauty devotional noise technoshamanism experimental beauty devotional noise technoshamanism experimental beauty devotional noise technoshamanism experimental beauty devotional noise technoshamanism experimental beauty devotional noise technoshamanism experimental beauty devotional noise technoshamanism experimental beauty devotional noise technoshamanism experimental beauty devotional noise technoshamanism experimental beauty devotional noise technoshamanism experimental beauty devotional noise technoshamanism experimental beauty devotional noise technoshamanism experimental beauty devotional noise technoshamanism experimental beauty devotional noise technoshamanism experimental beauty devotional noise technoshamanism experimental beauty devotional noise technoshamanism experimental beauty devotional noise technoshamanism experimental beauty devotional noise technoshamanism experimental beauty devotional noise technoshamanism experimental beauty devotional noise technoshamanism experimental beauty devotional noise technoshamanism experimental beauty devotional noise technoshamanism experimental beauty devotional noise technoshamanism experimental beauty devotional noise technoshamanism experimental beauty devotional noise technoshamanism experimental beauty devotional noise technoshamanism experimental beauty devotional noise technoshamanism experimental beauty devotional noise technoshamanism experimental beauty devotional noise technoshamanism experimental beauty devotional noise technoshamanism experimental beauty devotional noise technoshamanism experimental beauty devotional noise technoshamanism experimental beauty devotional noise technoshamanism experimental beauty devotional noise technoshamanism experimental beauty devotional noise technoshamanism experimental beauty devotional noise technoshamanism experimental beauty devotional noise technoshamanism experimental beauty devotional noise technoshamanism experimental beauty devotional noise technoshamanism experimental beauty devotional noise technoshamanism experimental beauty devotional noise technoshamanism experimental beauty devotional noise technoshamanism
CPLX 6 : k[A]l3utun ov[E]rdriv3 – H4cking Fantasma & Outras Bruxarias do C4os – Dionysian Industrial Complex

CPLX 6 : k[A]l3utun ov[E]rdriv3 – H4cking Fantasma & Outras Bruxarias do C4os

O punk é uma erupção. Não deixa pedra sobre pedra. É uma negação da classe social e do privilégio. Nem deuses! Nem mestres! Energia bruta e explosiva. Mas energia para o quê? Como o punk pode contar estórias? Fazer histórias? Construir novos mundos?

Nos anos de 1980 e 1990, escritores como William Gibson e Bruce Sterling nos deram uma resposta para tal pergunta. Cruzaram o punk com a ficção científica, e assim criaram o “cyberpunk”: histórias falsas, histórias futuras. O Continuum de Gernsback. Dori Bangs. Memórias equivocadas de computadores mecânicos.

Punk e ficção científica. Por um breve momento, o cometa incandescente do punk mergulhou na estrela implodida dos sonhos otimistas da América. E foi espetacular. Mas logo fracassou. O cyberpunk foi rapidamente reduzido a um clichê de óculos escuros e um James Dean com a cabeça cheia de microchips. No final dos anos 1990, a tecnologia recolocou sua terno e saiu em busca de um IPO (Initial Public Offerings – Oferta Pública Inicial).

Mas o Cyberpunk não está morto.

Ou, se estiver, é apenas temporário. Imerso no fundo do oceano. A 20.000 léguas abaixo das ondas, enterrado dentre as lápides ciclópicas de R’lyeh. Dorme com os peixes e janta com os Drexciyans. O mar encontra seu próprio uso para as coisas, as quais o mundo da superfície jogou fora.

E mesmo na morte, o Cyberpunk se agita, e envia visões, borbulhando na “deep web”, para assombrar os sonhos inquietos do mundo desperto. Drones assassinos, fazendas de trolls criando notícias falsas, ataques do dia-zero na internet das coisas, Equation Drug, WannaCry, Sesame Credit, The DAO, os perigos da Inteligência Artificial. O Cyberpunk está aqui entre nós. Sussurrando através do wifi.

Nunca houve como antes, tamanha necessidade por histórias sobre o futuro, se não as alimentadas pela energia disruptiva do punk. Somente o punk é (paradoxalmente) idealista e cínico o suficiente para lidar com as complexidades que nossa tecno-economia e sociedade hiperconectadas e aceleradas lançam.

O EP k[A]l3utun ov[E]rdriv3 nos traz o cyberpunk em sua forma mais mito-poeticamente magnífica. Um sincretismo rico e uma recombinação caótica do Anarcopunk, da cultura hacker e do realismo mágico latino-americano: a crítica política como ritual magico. Krakens e bruxas; um navio pirata fantasma assombra os mares da costa do Chile; leões-marinhos absorvem as almas dos afogados para construir uma inteligência artificial necrótica. Uma insurgência anti-colonial de poltergeists guerrilheiros surge enquanto Mapinguaris caçam na Matrix rizomática da Amazônia e os Abaçaí dançam no “Deep Learning”.

Robert Luis Stevenson e Jules Verne, vários ciclos mitológicos indígenas sul-americanos rederizam-se por meio de “Transferência de Estilo Neuronal” em Arthur Kroker, Penny Rimbaud, Hakim Bay e o CCRU.

A música não está bem “composta” como num “circuit-bent” cujo os protocolos da malha de comunicação de hoje, se dão com um “glitch” de cada vez. O oceano, a infra-estrutura de piratas, estão sempre presentes neste som. Um continuum inquietante oscilante e turbulento no qual os graves se elevam como as exalações de baleias em suas viagens. Cardumes de sequências analógicas passam e se perdem novamente no escuro. Um tsunami de estática varre tudo antes, deixando apenas os fantasmas da faixa final.

 

Begin typing your search term above and press enter to search. Press ESC to cancel.

Back To Top